ESTAREMOS LOUCOS?

Artigo publicado no Jornal Observador a 19/ Janeiro / 2022

Estaremos loucos, coletivamente? Estaremos sob um transe hipnótico que nos impede de experienciar o princípio da realidade?

Pois essa é a hipótese do Prof. Mattias Desmet, da Universidade de Ghent, hipótese amplamente divulgada pelo Dr. Robert Malone, inventor da tecnologia de mRNA, para explicar a credulidade das populações globais face à narrativa oficial da pandemia COVID19.

Por que razão, por exemplo, embarcamos e aceitamos a vacinação das crianças, que não têm qualquer risco significativo de morbilidade e/ou mortalidade com a C19?

Por que razão descarregamos e exibimos os nossos passes vacinais para exercer direitos cívicos que, até agora, eram considerados inalienáveis em todo o mundo Ocidental?

Estaremos enfeitiçados? Ou hipnotizados, como sugere o Prof. Desmet?

Penso que não, uma pessoa minimamente saudável não se comporta normal ao pequeno-almoço e como psicótico quando sai à rua. Não é isso que nos ensina a psiquiatria, as doenças mentais têm padrões previsíveis e afetam apenas uma percentagem pequena da população.

O que se passa então? Como explicar um “encarneiramento” massivo da população face à narrativa dominante dos OCS?

A minha explicação é muito mais simples que a do Prof. Desmet:

  • Perante uma crise complexa, que ultrapassa a capacidade individual de análise, as populações optam por seguir e confiar nos líderes.

A maior parte das pessoas não faz a mínima ideia do que é um vírus, do que é o RNA mensageiro, do que é a ARDS (Síndrome de Dificuldade Respiratória do Adulto) ou até da necessidade do tratamento precoce das doenças infectocontagiosas.

O governo manda-as para casa “curtir” a C19, de quarentena e a paracetamol, e elas vão, até a dispneia as obrigar a recorrer às urgências hospitalares.

Herbert A. Simon, Prémio Nobel (1978) elucidou o processo de decisão, nas organizações, realçando que raramente os decisores dispõem de toda a informação necessária para um processo inteiramente racional e que, portanto, aceitam uma “racionalidade limitada” quando a recolha de dados satisfaz o decisor por lhe parecer suficienteSATISFICIENTE? (em inglês: SATISFICING de Satisfy + Suffice).

Saltemos agora para o processo de decisão coletivo; na presença de uma crise que explode com informação tão insuficiente que a grande maioria das pessoas nunca se poderia sentir satisfeita com o processo de decisão, que fazer?

A única alternativa seria (e esta é a minha hipótese) que, neste caso, o coletivo não tem outro recurso senão delegar a tomada de decisões em pessoas com mais capacidade. É assim que nasce o Sr. Ciência, Mr. Fauci.

Ao contrário do Prof. Desmet, eu não vejo nada de patológico neste processo, pelo contrário. Trata-se de um comportamento de grupo que evoluiu ao longo de milhares de anos e que tão bem nos serviu no passado que sobreviveu até ao século XXI.

Caso os líderes se enganem ou nos enganem, com as chamadas “nobres mentiras”, a solução nunca será educar a população sobre pandemias virais, mas sim, apenas e simplesmente, perguntarmo-nos se os líderes estão a dar provas suficientes da sua capacidade para lidar com a pandemia e se estamos satisfeitos com a quantidade e a qualidade dessas provas.

Estamos “satisficientes” com a liderança política?

Se sim retemos os líderes e prosseguimos, se não temos de mudar de líderes. Não vale a pena discutir hipóteses rebuscadas com pouco ou nenhum enquadramento científico.

Joaquim Sá Couto

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